Tuesday, May 23, 2006

Para manter um velho estado de coisas *

Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim
Eu sou assim, assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
Tenho pena daqueles que se abaixam até o chão
Enganando a si mesmo por dinheiro ou posição
Nunca tomei parte deste enorme batalhão,
Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.

Paulinho da Viola


"nao tendo outra alternativa o sol brilhava sobre o nada de novo"

Samuel Beckett


"numa mesma ruína,
a alma enferma e um corpo que recorda
num mesmo delírio, seus olhos e o pó"

Lurdinha Baixo-Astral


*Saravá Lurdinha e Beckett

1 comment:

Anonymous said...

"Ele usa a desgraça como os outros usam o veludo. O sofrimento o enfeita como a luz das velas. As lágrimas o adornam como jóias"